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sábado, 23 de janeiro de 2016

Pioneiro do teatro pirajuense recebe grande homenagem

Durante décadas, Richardson Louzada lutou para consolidar as artes cênicas no município

Aconteceu neste sábado, 23, a inauguração do Centro de Convenções Richardson Louzada. O evento contou com a presença de familiares e amigos do ilustre cidadão pirajuense que, durante anos, liderou o movimento teatral no município. Diversas autoridades acompanharam a solenidade.

Familiares e o prefeito Jair Damato posam no Espaço Richardson Louzada; retrato do
homenageado (ao fundo) compõe a área que integra o Centro de Convenções
(FOTO: Expresso Piraju)

Logo após o descerramento da placa denominativa, o público pôde conferir o depoimento de pessoas que tiveram a oportunidade de conviver com o conhecido Richardão, especialmente em cima dos palcos com o Grupo Teatral do Instituto Cel. Nhonhô Braga.

A plateia ouviu testemunhos importantes a respeito da enorme disposição de Louzada em qualificar e difundir o teatro pirajuense, a despeito do amadorismo do grupo e da falta de apoio para as viagens, por exemplo.

Durante a inauguração, três atrações foram apresentadas. O grupo da rap Conexão, cuja formação conta familiares do homenageado, descarregou rimas a respeito de temas intimamente ligados à realidade do município e à sociedade brasileira. Na sequência, o palco do Centro de Convenções recebeu integrantes da equipe de ginástica rítmica de Piraju e de dois corais regidos pela professora Vera Albanezi.

Por fim, a esposa do homenageado, Maria Lúcia Lopes Louzada, e o prefeito Jair César Damato (PMDB) inauguraram o Espaço Richardson Louzada. Antes disso, porém, o chefe do Executivo discursou sobre o reconhecimento tributado ao cidadão pirajuense. Damato afirmou que o prédio não foi construído para receber eventos esporádicos, mas sim para que tenha uma “vida [cultural] diária”.

PERFIL


Richardão morreu em 2008
Nascido em 1934, Richardson Louzada conciliava a vida de dentista com a de diretor e ator teatral. Além disso, ele escrevia peças e poesias. Um dos trabalhos que lhe rendeu enorme admiração foi a adaptação para os palcos do filme “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, de Glauber Rocha. A peça ficou em segundo lugar no Festival Estadual de Teatro.

Richardão também atuou como vereador na Câmara Municipal por quatro mandatos. Ele faleceu aos 74 anos, deixando um legado inesquecível e inacabado, uma vez que vários textos – ainda não publicados – encontram-se inconclusos. 

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