segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Assessor presta esclarecimentos sobre veículos da Saúde


Em entrevista, Valdemar de Oliveira diz que falta de verba é a principal justificativa

Quatro veículos da Saúde estão parados no pátio do Departamento de Agricultura e Meio Ambiente (DEAMA). São duas ambulâncias, um ônibus e um microônibus. No jornal do meio-dia da rádio Eduvale FM, o assessor Valdemar Martins de Oliveira (Assuntos Externos) prestou esclarecimentos sobre a situação dos veículos.

No detalhe as duas ambulâncias foram encostadas pela
atual administração
(FOTO: Expresso Piraju) 
De acordo com ele, as ambulâncias foram encostadas por questões de custo-benefício. “Já eram veículos que estavam com problemas de desgaste. Então, eu achei por bem explicar a situação à prefeitura para que eles nos dessem um veículo com melhor condição”, explica. O assessor disse que o conserto dos veículos não é vantajoso. “Inclusive a lei fala que quando não há condições não pode transportar pessoas.”

Com relação ao ônibus, que até o mês de junho estava transportando pacientes para a UNESP de Botucatu, Valdemar esclareceu que o veículo está com o motor fundido, e que a administração não tem recursos para fazer os reparos necessários. Para não prejudicar o tratamento dos pacientes, a administração disponibilizou um outro ônibus.

Durante a entrevista, a ouvinte Maria Helena do Amaral Rodrigues, que reside na Codespaulo, participou ao vivo para reclamar desse veículo. De acordo com ela, o transporte não oferece comodidade aos pacientes. “É um ônibus que não tem banheiro, é muito mal conservado, falta limpeza, ou seja, um completo abandono. Quem vai para Rubião não vai a passeio”, relata. Além disso, a moradora disse que o ônibus costuma parar num posto de combustíveis de Avaré. O local, segundo ela, é bastante insalubre.

De acordo com assessor, o ônibus apresentou problemas
no motor; moradora diz que 'substituto' não está
prestando um serviço adequado
(FOTO: Expresso Piraju)
Valdemar ouviu atentamente a fala da ouvinte. Mesmo ciente de que no momento a administração está impossibilitada de realizar melhorias que demandem recursos financeiros, ele se comprometeu a analisar a reclamação, especialmente o assunto relacionado ao posto avareense. “É difícil porque nós teríamos que ter um posto de parada oficial. Estamos tentando acertar.”

Sobre o microônibus, as justificativas não envolvem falta de verba. O veículo, que no passado atendia a população fora das unidades médicas, só está parado porque a demanda de pacientes não se mostrou suficiente para manter o serviço em funcionamento. Segundo o assessor, uma das saídas para tirar a unidade móvel da ociosidade seria destiná-la para outro fim. “Eu dei a ideia de que mudassem a equipagem desse ônibus para que ele fizesse transporte, mas obtivemos a informação de que o governo federal não permite”, diz.

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