Diego dos
Reis
O vereador Érico José Tavares (PSC)
protocolou ontem, 12, requerimento solicitando abertura de uma CPI (Comissão
Parlamentar de Inquérito) para apurar possíveis irregularidades na concessão do
transporte circular.
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Érico José Tavares (FOTO: Diego dos Reis/Expresso Piraju) |
Segundo o parlamentar, a Viação
Riopardense tem apresentado sérios problemas durante a prestação do serviço,
fato que está colocando em risco a segurança dos passageiros.
“Nós vamos nos aprofundar com relação
ao quadro de funcionários da empresa, documentação e condições apresentadas
pelos veículos. Vamos também buscar informações nos municípios onde a empresa
não está mais desenvolvendo esse trabalho”, diz.
Caso não seja aberta automaticamente, o
que depende de no mínimo um terço da assinatura dos vereadores, a comissão será
deliberada na próxima semana.
Se for aprovada, essa será a segunda
CPI aberta em 2019. A primeira foi instalada para investigar fatos relacionados
à Sabesp, a começar pelo valor das contas de água.
Na semana passada, a comissão que foi
criada em 2018 para fiscalizar o contrato entre a prefeitura e a Viação
Riopardense emitiu parecer favorável à rescisão contratual com a empresa. A
decisão já foi apresentada ao prefeito José Maria Costa.
Na última segunda-feira, o responsável
pela empresa, Samuel Moreira, participou de uma reunião na prefeitura. A
administração chegou a propor uma solução amigável para a quebra de contrato,
porém o concessionário não aceitou.
Por conta dessa recusa, a prefeitura
deverá emitir uma notificação extrajudicial à empresa. O envio do documento
depende da assinatura do prefeito, que está cumprindo agenda em Brasília. José
Maria Costa retornará ao município nesta quinta-feira.
Nas últimas semanas, a Viação
Riopardense voltou a apresentar problemas durante a prestação do serviço. Num
dos casos, um motorista estava dirigindo sob efeito de álcool. Numa outra
situação, o condutor provocou um acidente de trânsito que acabou resultando no
atropelamento de um homem de 68 anos.
No ano passado, a empresa se viu
cercada de situações comprometedoras. Somente os problemas de 2018 já seriam
suficientes para a imediata quebra do contrato com a empresa.
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