segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Por 5 a 3, vereadores arquivam denúncia contra o vereador Rubens Alves de Lima

Na última sexta-feira, uma sessão extraordinária foi realizada para tratar do assunto

Depois de 90 dias de investigação, a Comissão Processante (CP), instaurada para apurar possível quebra de decoro parlamentar por parte do vereador Rubens Alves de Lima (PSB), foi arquivada por 5 votos a 3. O desfecho do caso aconteceu na noite da última sexta-feira, 26, em sessão extraordinária na Câmara Municipal.

Rubens Alves de Lima continuará na Casa de Leis até o
final do ano; agora, resta saber se ele conseguirá ser
readmitido na prefeitura
(FOTO: Expresso Piraju)
Votaram a favor da permanência de Rubens no Legislativo os seguintes vereadores: Denilton Bergamini (PP), João Fernando José (PMDB), José Carlos Brandini (PSD), Marco Antonio dos Santos (DEM) e Valberto Zanata (PSDB).

José Eduardo Pozza (PTB), Luciano Louzada (PMDB) e Pedro Durival do Nascimento (DEM) votaram de acordo com o relatório da comissão, o qual pedia a cassação do investigado.

A defesa de Rubens ficou a cargo de dois advogados: Carlos Alberto Francisco e Fábio José Pedro. De acordo com o jornal Folha de Piraju, o futuro político do vereador estava ameaçado antes da sessão. Na sua última edição, o semanário diz que “havia a expectativa de que Rubens não conseguiria os três votos, ou seja, um terço dos vereadores, necessários para manter-se no cargo”.

Graças ao trabalho de persuasão promovido essencialmente por Carlos Alberto – chamado dois dias antes para fazer a sustentação oral da defesa –, Rubens conseguiu se ver livre da perda do mandato.

Em entrevista ao blog Expresso Piraju, o advogado diz que o vereador apenas agiu de forma “imprudente”.



ENTENDA O CASO

Entre os dias 16 e 19 de julho de 2010, Rubens, que até então era motorista da Saúde, permaneceu na cidade de Curitiba com um veículo do Departamento da Saúde (DESAU). Todas as despesas foram custeadas pela prefeitura.

Na oportunidade, a esposa do vereador, Luzia Conceição de Paula Alves, que também estava no automóvel, teria uma consulta agendada no Hospital Evangélico de Curitiba. O atendimento médico não foi comprovado nas duas investigações realizadas pela administração por força de uma denúncia apresentada pelo empresário Eduardo Martignoni. Em razão disso, Rubens foi demitido depois de 23 anos de serviços prestados ao município.

EXPECTATIVA

No ano que vem, Rubens solicitará de Jair César Damato (PMDB), futuro prefeito do município, que reveja o processo que resultou na sua exoneração.

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