quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Desentendimento entre motorista e estudantes vira caso de polícia

Condutor alega que foi caluniado e difamado pelos alunos

A linha de ônibus que transporta estudantes de Piraju para a FSP (Faculdade Sudoeste Paulista), em Avaré, foi palco de uma discussão entre alguns alunos e o motorista Vanderlei Aparecido Rodrigues. O caso aconteceu na noite de segunda-feira, 31.

Vanderlei Aparecido Rodrigues (FOTO: Diego dos Reis/Arquivo Expresso Piraju)

A mãe de um dos estudantes procurou a rádio Eduvale FM para denunciar o condutor do veículo. Ela pediu para não ter seu nome divulgado. De acordo com a ouvinte, Rodrigues colocou os estudantes em situação de perigo ao retornar para Piraju.

A mãe afirmou que o motorista dirigiu de maneira imprudente, e que, ao chegar na cidade, “obrigou” os alunos a descer do ônibus, recusando-se a levá-los nos respectivos pontos de desembarque.

Procurado pela emissora para comentar as acusações, Rodrigues apresentou uma outra versão sobre o assunto. Segundo ele, uma carreta fechou o coletivo logo após sair de um posto de combustível em Avaré. “Pra não bater na traseira, dela, eu saí pra esquerda. Inclusive um ônibus de Águas de Santa Bárbara quase bateu na traseira do meu ônibus”, diz.

No trevo de Cerqueira César, afirma o motorista, a mesma carreta cometeu outra infração de trânsito. “Ela fez como se fôsse entrar num ponto de ônibus. Ele quase bateu no meu veículo. Pra não bater, eu freei e livrei o ônibus de um eventual acidente”, afirma.

De acordo com Rodrigues, um aluno “chutou” a porta da cabine do ônibus, alegando que “eu estava louco”. Nesse momento, relata o condutor, o estudante começou a bater boca com a sua filha Elisângela Rodrigues, que, além de ser aluna, trabalha como tesoureira na Associação Pirajuense dos Estudantes Intermunicipais (APEI), entidade responsável pelo transporte.

Rodrigues disse à Eduvale que, em função do ocorrido, apresentou problemas de saúde, e que por conta disso não teria condições físicas de percorrer todos os pontos para entregar os estudantes. Ele nega ter exigido que os alunos saíssem do coletivo. Para evitar atritos, o motorista acionou a Polícia Militar.

No dia seguinte, o condutor registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil contra o estudante e mais duas alunas. Além de ter sofrido perturbação durante o trabalho, ele alega ter sido caluniado e difamado.

A partir desta quinta-feira, 3, a linha será feita por um outro motorista, já que Rodrigues pediu afastamento de duas semanas para cuidar da própria saúde.

SAÍDA

Indignada com o acontecido, a tesoureira da APEI anunciou que deixará a entidade. Elisângela alega que, desde o início do ano, vem enfrentando dificuldades na linha. “Como eu não tive respeito pelo meu serviço, então realmente eu não quero me comprometer com nada. Durante esse ano, eu tive que aturar os maiores absurdos”, justifica.

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